Mas enquanto a mesa se enfeita aqui,
meu coração aperta
pois sei que, lá fora, muitas vidas
não terão sequer um pão na porta aberta.
Penso nos que dormem na rua fria,
em cobertores rasgados,
em ceias inexistentes,
em sonhos adiados.
E dói…
Dói saber que o Natal brilha forte para uns,
mas para outros é só mais um dia de luta,
sem mesa, sem abraço, sem mãos estendidas.
Por isso, deixo este grito manso:
Que a gente reparta,
não apenas o pão, mas o calor;
que ofereça um pouco do que tem,
e muito do que é amor.
Que um abraço seja presente,
que um gesto simples seja luz,
que nossos passos, no chão da vida,
se tornem a estrela que conduz.
Therezinha Sant' Anna
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