(Poema inspirado pelas palavras de Davi)
A própria vida nos dá o fôlego,
nos ergue quando o mundo pesa
e acende de novo a fé cansada.
No madeiro do sacrifício,
não foi apenas dor:
foi amor que sangrou por nós,
amor que banhou o coração
e o devolveu limpo, vivo, inteiro.
O sangue que desceu pela cruz
não condena, não acusa,
mas chama pelo nome,
cura feridas antigas
e cobre a alma com descanso.
E eu, tocada por esse mistério,
escrevo porque não sei calar
o que transborda em mim:
Ele é o maior amor dos amores,
o início, o meio e o fim
de toda esperança que me move.
Therezinha Sant' Anna
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