Sou ponte entre dois mundos,
o som e o silêncio,
e caminho sem medo por cada lado
porque ambos me ensinaram a sentir
o que muitos jamais escutam.
Sou aquela que corre atrás do vento,
não para alcançá-lo,
mas para provar a mim mesma
que nada que é vivo permanece parado.
Sou tempestade que não desiste,
chuva que cai,
raio que ilumina,
e calma que chega depois do vendaval.
Sou poesia que o coração transmite,
mesmo quando a voz falha,
mesmo quando o mundo tenta apagar
meus traços de luz.
Sou a mão que fala,
a alma que traduz,
a flor que nasce na pedra
e insiste em colorir o impossível.
Sou o abraço que ninguém vê,
o fôlego que sustenta,
a fé que se renova nas madrugadas.
Sou estrada que segue em frente,
mesmo ferida,
mesmo cansada,
porque aprendi que caminhar
é a forma mais bonita de agradecer.
Sou a voz dos que não têm,
sou a força dos que se levantam,
sou aurora que rompe a noite
para lembrar ao mundo
que a esperança também tem nome
e hoje ela se chama eu.
Therezinha Sant' Anna
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